Enxaqueca

         

         

       Conhecida também por migrânea, a enxaqueca é uma doença herdada geneticamente. Suas crises podem ser desencadeadas por diversos fatores como alguns tipos de alimentos (vinhos, queijos, álcool, chocolate etc.) estresse emocional e físico, falta ou excesso de sono, perfumes e odores fortes dependendo de cada pessoa.
        As crises são caracterizadas por manifestações que duram de 4 a 72 horas se não tratada. Na maioria das vezes, apresentam-se unilateralmente e latejante (pulsátil), de intensidade moderada ou forte o que pode impedir o desenvolvimento de atividades rotineiras.

        Alguns pacientes costumam apresentar outros sintomas além da dor como, náuseas, vômitos, intolerância a luz, a ruídos, levando a pessoa a procurar isolamento. Movimentos com a cabeça como abaixá-la, esforços físicos e o decúbito muitas vezes podem agravar a crise.

            As enxaquecas são classificadas de acordo com os sintomas que produzem em: com aura e sem aura. A enxaqueca com aura é caracterizada por um fenômeno neurológico que é percebido por 10 a 30 minutos do início da dor de cabeça. Na maioria das vezes é descrita como alterações da visão, como luzes brilhantes ao redor dos olhos, imagens onduladas ou pontos escuros. Algumas auras não visuais incluem fraqueza motora, alterações na fala, tonturas, vertigens e formigamentos da face, língua e extremidades. Já a enxaqueca sem aura é mais comum e pode ser uni ou bilateral.
            Os objetivos do tratamento da enxaqueca são diminuir o número e a intensidade das crises e aliviar e encurtar a duração da dor. Cada caso deve ser bem avaliado para então entrar com o tratamento apropriado.

            Os seguintes medicamentos podem ser utilizados no tratamento:

-Betabloqueadores (propranolol, atenolol): são medicações de excelência, produzem queda da freqüência cardíaca e da pressão arterial; não devem ser prescritos para pessoas com asma e diabéticos.

-Bloqueadores dos canais de cálcio (verapamil, flunarizina): inibem a dilatação arterial e bloqueiam a liberação de serotonina. O verapamil não dever ser usado em pacientes com insuficiência cardíaca.

-Antidepressivos tricíclicos (amitriptilina e nortriptilina): bloqueiam a reabsorção da serotonina e são muito eficientes, embora o efeito possa demorar de 2 a 3 semanas.

            Dores de cabeça leves podem ser aliviadas apenas com repouso ou sono, aplicação de gelo e compressão da artéria temporal. Muitas enxaquecas podem melhorar apenas com o uso de analgésicos comuns como ácido acetilsalicílico, ibuprofeno, paracetamol, dipirona, os quais devem ser administrados logo após o início da crise, sendo mais eficazes em cefaléias infreqüentes. Algumas drogas mais modernas são bem toleradas para o alívio da dor da enxaqueca tais como os triptanos: sumatriptano, zolmitriptano.....

            Mudanças no estilo de vida contribuem para o controle das crises de enxaqueca. Como por exemplo, hábitos regulares para as refeições e sono, mudanças na dieta diminuindo ou até mesmo eliminando certos alimentos que deflagram a dor e diminuição da ingestão de bebidas fermentadas como o vinho tinto.


Fonte: www.centrodedor.com.br/sm_cefaleia.php?

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