Esclareça suas dúvidas sobre a vacinação da gripe suína

Quer saber como age o vírus H1N1? Leia respostas para perguntas frequentes no site do Ministério da Saúde<?xml:namespace prefix = o /><o:p></o:p>

Quem deve tomar a vacina?<o:p></o:p>

A vacina contra a gripe suína reduz a probabilidade de contrair a doença ou de transmitir a gripe a outras pessoas, explica a médica Maria Cristina Senna Duarte, mestre em Ciências pela Fiocruz/IFF e diretora médica da Neovacinas. Quem está no grupo de risco deve tomar a vacina, a não ser quem tem alergia a ovo ou mertiolate. Entre os que devem tomar a vacina, existem os casos de maior prioridade. É o caso das grávidas, que no inverno passado foram atingidas de forma mais grave pelo vírus.
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O Brasil foi além das medidas recomendadas pela Organização Mundial de Saúde (OMS) e ampliou a vacinação para uma grande parcela de população saudável. Levando em conta um cruzamento de dados, que envolveu mais de dez critérios, o Ministério da Saúde determinou que crianças saudáveis maiores de seis meses e menores de dois anos, jovens saudáveis de 20 a 29 anos e adultos saudáveis de 30 a 39 anos deverão receber a vacina também.<o:p></o:p>

Asmáticos devem ser imunizados?<o:p></o:p>

A asma, assim como outras doenças respiratórias crônicas, podem dificultar a recuperação no caso de infecção. Se as crises forem fortes ou frequentes a recomendação é a imunização, diz a pediatria Isabella Ballalai, presidente da Sociedade Brasileira de Imunizações. Crianças asmáticas que costumam ter crises graves devem se vacinar para evitar complicações em caso de contágio. A Sociedade Brasileira de Pediatria recomenda a vacinação para todas as crianças de 6 meses a 5 anos.<o:p></o:p>

Quais são os principais efeitos colaterais?<o:p></o:p>

Febre, dores no corpo, sensação de moleza, dor no local da injeção e vermelhidão na pele por até 72 horas são as principais reações adversas. Os especialistas lembram que a vacina não causa a gripe nem aborto espontâneo em gestantes no primeiro trimestre.<o:p></o:p>

Todos receberão o mesmo tipo de vacina?<o:p></o:p>

Não. Segundo Isabella Ballalai, os postos de saúde terão cinco tipos de vacinas. Elas serão dadas de acordo com o perfil do paciente. Grávidas, por exemplo, não poderão tomar vacina com adjuvantes (substância misturada a vacina que estimula uma resposta mais forte do sistema imunológico).<o:p></o:p>

Quem tomar a vacina de gripe suína tem que tomar a de gripe também?<o:p></o:p>

Sim. Cada vacina protege contra cepas específicas do vírus. Tomar a vacina de gripe sazonal não garante proteção contra a gripe A e vice-versa. Alguns laboratórios produziram vacinas combinadas, que estarão disponíveis em clínicas particulares. A médica Maria Cristina afirma que não há problema algum em tomar a vacina combinada ou as duas separadas, pois o efeito no organismo será o mesmo.<o:p></o:p>

Que tipos de doença crônica deixam a pessoa mais vulnerável à gripe?<o:p></o:p>

.Obesidade grau 3 - antiga obesidade mórbida (crianças, adolescentes e adultos);<o:p></o:p>

.Doenças respiratórias crônicas desde a infância (exemplos: fibrose cística, displasia broncopulmonar);<o:p></o:p>

.Asmáticos (formas graves);<o:p></o:p>

.Doença pulmonar obstrutiva crônica e outras doenças crônicas com insuficiência respiratória; Doença neuromuscular com comprometimento da função respiratória (exemplo: distrofia neuromuscular);<o:p></o:p>

.Imunodeprimidos (exemplos: pacientes em tratamento para aids e câncer ou portadores de doenças que debilitam o sistema imunológico);<o:p></o:p>

.Diabetes mellitus;<o:p></o:p>

.Doença hepática (exemplos: atresia biliar, cirrose, hepatite crônica com alteração da função hepática e/ou terapêutica antiviral);<o:p></o:p>

.Doença renal (exemplo: insuficiência renal crônica, principalmente em pacientes com diálise);<o:p></o:p>

.Doença hematológica (hemoglobinopatias);<o:p></o:p>

.Pacientes menores de 18 anos com terapêutica contínua com salicilatos (exemplos: doença reumática auto-imune, doença de Kawasaki);<o:p></o:p>

.Portadores da Síndrome Clínica de Insuficiência Cardíaca;<o:p></o:p>

.Portadores de cardiopatia estrutural com repercussão clínica e/ou hemodinâmica (exemplos: hipertensão arterial pulmonar, valvulopatias, cardiopatia isquêmica com disfunção ventricular).<o:p></o:p>

O vírus da gripe suína muda? É possível que nesta temporada o vírus não esteja tão letal?<o:p></o:p>

- Uma das características do vírus é sua capacidade de mutação e todas as forças tarefas internacionais estão atentas. As medidas adotadas pelo Ministério da Saúde no Brasil segundo orientações da OMS apontam para um cenário positivo, uma vez que pelo menos 1/3 da população brasileira será vacinada - explica Maria Cristina.<o:p></o:p>

Isabella Ballalai afirma que não há motivo para temer a vacina:<o:p></o:p>

- Apesar do que possa parecer, a vacina não foi inventada do dia pro outro. Sua base já existia, assim como a tecnologia usada para fabricá-la. O que os pesquisadores precisaram separar foi a cepa da nova gripe.


Globo Online - RJ (08/03/2010)
Publicada em 08/03/2010 às 00h11m
Maria Vianna

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